Cupins de chuva: cadela morre após ingestão e veterinários reforçam alerta aos tutores

Revoadas de cupins de chuva transformaram uma noite comum em tragédia para uma família de Porto Velho. Em poucos minutos, a cadela Suzy morreu depois de ingerir os insetos, também chamados de aleluias ou siriris.

O caso ocorreu em 20 de novembro e viralizou nas redes sociais após o depoimento da tutora. O relato acendeu um sinal de alerta entre donos de pets, que ainda desconhecem o risco de intoxicação provocado por esses insetos aparentemente inofensivos.

Por que cupins de chuva representam perigo imediato para cães

As revoadas de cupins de chuva costumam ocorrer no início da temporada chuvosa, quando centenas de insetos são atraídos pela luz das casas. Curiosos e rápidos, muitos cães acabam ingerindo grandes quantidades sem que o tutor perceba.

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A intoxicação pode acontecer por dois motivos. Primeiro, o organismo dos cupins contém substâncias irritantes capazes de inflamar o sistema digestivo canino. Além disso, esses insetos frequentemente entram em contato com pesticidas usados no controle de pragas, acumulando resíduos químicos que se tornam veneno ao serem consumidos pelo animal.

No caso de Suzy, segundo a tutora, os sinais apareceram quase de imediato: salivação intensa, vômito com restos de insetos e convulsões. Mesmo com atendimento veterinário de emergência, a cadela não resistiu. Episódios tão rápidos reforçam a necessidade de ação imediata diante de qualquer suspeita de ingestão.

Medidas práticas para evitar intoxicação durante as revoadas

Veterinários recomendam um conjunto de cuidados simples, mas eficientes, para impedir que o pet tenha acesso aos cupins de chuva. A iluminação é o principal atrativo desses insetos; portanto, reduzir a intensidade das luzes externas nos horários de revoada — geralmente no começo da noite — já faz diferença.

Prevenção passo a passo

1. Mantenha portas e janelas fechadas enquanto durar a revoada.
2. Use telas de proteção ou vedações para limitar a entrada dos insetos.
3. Limpe de imediato qualquer cupim que caia no chão; aspiradores ajudam a evitar que o animal os encontre primeiro.

Se, apesar dos cuidados, o cão ingerir os siriris, procure atendimento veterinário sem demora. Sinais como salivação excessiva, vômitos repetidos, diarreia ou tremores indicam intoxicação grave e exigem intervenção rápida.

O relato da tutora viralizou justamente por mostrar como tudo acontece em questão de minutos. “Eu não imaginava que esses bichinhos tão comuns nessa época poderiam causar tanto perigo”, escreveu ela. A história ecoa nos grupos de amantes de pets e chegou inclusive ao público do Think 3 Box, que acompanha notícias variadas com foco em bem-estar e responsabilidade financeira.

Ficar atento ao período de revoada, adotar medidas de bloqueio e agir rápido ao menor sintoma são as melhores formas de garantir a segurança do seu companheiro de quatro patas. Veterinários reforçam que a rapidez no socorro é decisiva para salvar a vida do animal.

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